Crianças

Mesada para os filhos: quanto devemos dar e quando começar?

Está a pensar dar uma mesada ao seu filho, mas não sabe a idade aconselhada para começar e a quantia que deve dar?

Dar uma mesada /semanada às crianças pode ser uma ótima maneira de ensiná-los sobre a responsabilidade financeira e aprenderem a gerir o próprio dinheiro.

Tudo se torna mais fácil de aprender, quando somos incutidos desde criança, como diz o velho ditado “É de pequenino que se torce o pepino”. 

A mesada é uma forma de ajudar o seu filho a valorizar o dinheiro e a perceber a importância de poupar. Claro, que muitos pais ficam com dúvidas de quando e quanto devem dar de mesada e como ensiná-los a gerir o seu próprio dinheiro.

Neste artigo vamos deixar algumas dicas sobre quando e quanto devemos dar de mesada às crianças e a importância de incutir desde cedo nos mais pequenos a responsabilidade económica.

Quando dar mesada aos filhos?

Quando devemos começar a dar mesada aos filhos, é uma dúvida que muitos pais têm. Os especialistas apontam os 6 anos, como a idade ideal para começar a dar mesada aos filhos, para que a criança possa começar a familiarizar-se com o dinheiro, a diferença entre as notas e as moedas e o peso de cada um. 

No entanto, devem ser avaliados alguns fatores, como a maturidade, responsabilidade e necessidade financeira da criança.

Os especialistas defendem que a temática do dinheiro e da mesada devem começar a ser abordados por volta da idade escolar, 5 / 6 anos, ainda que de forma muito simples. Por exemplo, pode explicar a importância de poupar, para comprar mais tarde o brinquedo que tanto queria.

Devemos dar mesada ou semanada?

A escolha de dar mesada ou semanada aos filhos vai depender de alguns critérios, como idade da criança e as necessidades financeiras das mesmas.

Especialistas acreditam começar por uma semanada é a melhor opção e passar para mesada quando a criança tiver mais maturidade e uma maior noção do dinheiro.

Sugerimos iniciar com um valor semanal, pois a criança pode não ter ainda uma compreensão adequada de como gerir o dinheiro ao longo de um período de 30 dias. Conforme a criança cresce e entra na adolescência, é possível passar a dar uma mesada, uma vez que e já desenvolveu maior senso de responsabilidade e aprendeu conceitos importantes sobre gestão financeira.

Como ensinar o valor do dinheiro aos filhos?

Já dizia o ditado ‘é de pequenino que se torce o pepino’. Ensinar aos seus filhos, o valor e a importância do dinheiro desde cedo, pode ajudar mais tarde a tornar-se financeiramente mais responsável.

Vamos deixar aqui algumas dicas por faixa etária, de como explicar aos seus filhos a importância do dinheiro.

3 aos 5 anos: 

É importante que nestas idades as crianças comecem a perceber que o ‘dinheiro não cai do céu’ e que não basta pedir para ter. Mas como explicar a crianças tão pequenas, que os pais trabalham muito para conseguir dar tudo que precisam?

É nestas idades que as crianças começam a pedir tudo que vêm no supermercado e por vezes não é fácil negar. 

Se o seu filho quer um determinado brinquedo, pode incentivá-lo a poupar para conseguir comprar o brinquedo. Ofereça-lhe um mealheiro transparente, para que ele possa ver o dinheiro a aumentar. Assim que tiver dinheiro suficiente, compre o brinquedo tão desejado.

Incentive-o a ganhar algumas moedas de forma criativa.

6 aos 10 anos:

Nestas idades as crianças têm dificuldade em decidir o que é um bem essencial de um bem secundário e têm tendência a querer comprar tudo. 

Incluir a criança em algumas das rotinas da família, como ir às compras, pode ajudá-lo a perceber a diferença entre os bens essenciais e os secundários.

Incuta responsabilidade à criança para que ela aprenda a gerir o seu próprio dinheiro. Começar a dar uma semanada nestas idades, pode ajudar a criança a perceber que deve poupar e não gastar o dinheiro de uma vez só.

11 aos 14 anos:

Nestas idades as crianças já tem algumas noções sobre a importância de poupar, por isso será uma ótima altura de os fazer pensar a longo prazo. Explicar-lhe conceitos como cartão de débito e crédito, juros, empréstimos.

A maneira mais prática das crianças perceberem é com exemplos práticos, por isso, imagine que comprou um eletrodoméstico às prestações, explique ao seu filho como funciona este método de pagamento e porque o escolheu.

Nesta fase pode pensar trocar a semanada pela mesada, para que o seu filho aprenda a gerir o seu próprio dinheiro a longo prazo.

15 aos 18 anos:

Nestas idades, em que o seu filho já percebe conceitos básicos de finanças e está a entrar na adolescência, pode começar a sensibilizá-lo para conceitos financeiros mais complexos.

Como, por exemplo, explicar o conceito de crédito habitação e crédito automóvel e a importância de pagar as prestações mensais e o peso que têm no orçamento familiar.

Quanto devemos dar de mesada?

Antes de estabelecer um valor, é importante pensar no orçamento familiar e o peso que a mesada dos filhos vai implicar.

É importante que tenha em conta que o valor da mesada vai alterar à medida que o seu filho cresce, pois, crescem as necessidades e as responsabilidades.

Há algumas fórmulas que podem ajudar a calcular o valor da mesada de cada filho. 

Uma das fórmulas recomendadas é dar 1€ por cada ano de idade da criança. Por exemplo, se o seu filho tem 10 anos, a mesada seria de 10€.

Outra teoria, é atribuir 50 cêntimos, por cada ano da criança. Ou seja, se o seu filho tem 10 anos, receberia 20 € de mesada, (0,50 x 10 anos x 4 ­­­­­­­­­­semanas = 20€).

O site  Ekonomista, recomenda ainda outra fórmula para atribuir a mesada de crianças entre os 6 e os 10 anos:

  • 6 anos: 1€ por semana (total mensal = 4€; total anual = 48€) ;
  • 7 anos: 2,60€ por semana (total mensal = 10,40€; total anual = 124,80€);
  • 8 anos: 3€ por semana (total mensal = 12€; total anual = 144€);
  • 9 anos: 4€ por semana (total mensal = 16€; total anual = 192€);
  • 10 anos: 4,50€ por semana (total mensal = 18€; total anual = 216€).

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lpereira

Licenciada em enfermagem desde 2009, com uma vasta experiência na área em vários países, como: Portugal, França e Suíça. Mãe de uma menina desde 2018, os desafios da maternidade e a minha paixão pela escrita motivou-me a partilhar os meus conhecimentos e experiências com outras mães e com futuras mamãs.